quinta-feira, 15 de julho de 2010
AUTÓGRAFOS
Estarei autografando os dois livros acima, na FEIRA DO LIVRO DE GRAMADO, XVI EDIÇÃO, sábado, dia 17/07, na Rua Coberta.
"Ariel" é minha tradução, juntamente com Rodrigo Garcia Lopes, do que é considerado o melhor livro de poemas de Sylvia Plath, poeta norte-americana. A edição é bilíngue e restaurada, com os manuscritos originais. Verus Editora, Campinas, 2007.
"Arca de Impurezas" é uma coletânea de ensaios de um grupo de escritores da Território das Artes Editora, Porto Alegre, 2008. No livro, tenho contos e Liana Timm, que também estará autografando, tem poemas.
Liana vai autografar, ainda, "Água Passante", seu mais recente livro de poemas.
Minha participação será através do grupo ÁGUIAS, AMIGOS UNIDOS INCENTIVANDO AS ARTES.
Programação:
15 hs, sessão de autógrafos de "Ariel".
16 hs, sessão de autógrafos de "Arca de Impurezas".
17 hs, lançamento das antologias do grupo ÁGUIAS, 2009 e 2010.
18 hs, sarau literário com o grupo ÁGUIAS, em seu stand, do qual também vou participar.
Abaixo, logo dos ÁGUIAS.
sábado, 10 de julho de 2010
MARIO BENEDETTI
CORAÇÃO COURAÇA
Porque tenho você e não
porque penso em você
porque a noite está de olhos abertos
porque a noite passa e digo amor
porque você veio recolher sua imagem
e é melhor que todas as suas imagens
porque é linda do pé até a alma
porque é boa da alma a mim
porque se esconde doce no orgulho
pequena e doce
coração couraça
porque é minha
porque não é minha
porque olho você e morro
e pior que morro
se não lhe olho amor
se não lhe olho
porque você sempre existe onde quer
mas existe melhor onde lhe quero
porque sua boca é sangue
e você tem frio
tenho que lhe amar amor
tenho que lhe amar
mesmo que esta ferida doa como duas
mesmo que lhe procure e não lhe encontre
e ainda que
a noite passe e eu lhe tenha
e não
Porque tenho você e não
porque penso em você
porque a noite está de olhos abertos
porque a noite passa e digo amor
porque você veio recolher sua imagem
e é melhor que todas as suas imagens
porque é linda do pé até a alma
porque é boa da alma a mim
porque se esconde doce no orgulho
pequena e doce
coração couraça
porque é minhaporque não é minha
porque olho você e morro
e pior que morro
se não lhe olho amor
se não lhe olho
porque você sempre existe onde quer
mas existe melhor onde lhe quero
porque sua boca é sangue
e você tem frio
tenho que lhe amar amor
tenho que lhe amar
mesmo que esta ferida doa como duas
mesmo que lhe procure e não lhe encontre
e ainda que
a noite passe e eu lhe tenha
e não
sexta-feira, 9 de julho de 2010
SYLVIA PLATH, no livro "Ariel".
Os mensageiros
Palavra de lesma em prato de folha?
Não é minha. Não a aceite.
Ácido acético em lata selada?
Não o aceite. Não é genuíno.

Anel de ouro e nele o sol?
Mentiras. Mentiras e uma dor.
Geada numa folha, o imaculado
Caldeirão, estalando e falando
Sozinho no topo de cada um
Dos nove Alpes negros,
Um distúrbio nos espelhos,
O mar estilhaçando seu cinza -
Amor, amor, minha estação.
Tradução minha e de Rodrigo Garcia Lopes, em "Ariel", edição restaurada e bilíngue, com os manuscritos originais. Verus Editora, 2007.
Palavra de lesma em prato de folha?
Não é minha. Não a aceite.
Ácido acético em lata selada?
Não o aceite. Não é genuíno.

Anel de ouro e nele o sol?
Mentiras. Mentiras e uma dor.
Geada numa folha, o imaculado
Caldeirão, estalando e falando
Sozinho no topo de cada um
Dos nove Alpes negros,
Um distúrbio nos espelhos,
O mar estilhaçando seu cinza -
Amor, amor, minha estação.
Tradução minha e de Rodrigo Garcia Lopes, em "Ariel", edição restaurada e bilíngue, com os manuscritos originais. Verus Editora, 2007.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
PAULO HECKER FILHO, no livro "Cartas de Amor".
segunda-feira, 5 de julho de 2010
domingo, 4 de julho de 2010
CARLOS DRUMMON DE ANDRADE, em "Alguma Poesia".
SWEET HOME
A Ribeiro Couto
Quebra-Luz, aconchego,
Teu braço morno me envolvendo.
A fumaça de meu cachimbo subindo.
Como estou bem nesta poltrona de humorista inglês.
O jornal conta histórias, mentiras...
Ora afinal a vida é um bruto romance
e nós vivemos folhetins sem o saber.
Mas surge o imenso chá com torradas,
chá de minha burguesia contente.
Ó gozo de minha poltrona!
Ó doçura de folhetim!
Ó bocejo de felicidade!
A Ribeiro Couto
Quebra-Luz, aconchego,
Teu braço morno me envolvendo.
A fumaça de meu cachimbo subindo.
Como estou bem nesta poltrona de humorista inglês.
O jornal conta histórias, mentiras...
Ora afinal a vida é um bruto romance
e nós vivemos folhetins sem o saber.
Mas surge o imenso chá com torradas,
chá de minha burguesia contente.
Ó gozo de minha poltrona!
Ó doçura de folhetim!
Ó bocejo de felicidade!
sexta-feira, 2 de julho de 2010
HILDA HILST
Do desejo
I
Porque há desejo em mim, é tudo cintilância.
Antes, o cotidiano era um pensar alturas
Buscando Aquele Outro decantado
Surdo à minha humana ladradura.
Visgo e suor, pois, nunca se faziam.
Hoje, de carne e osso, laborioso,lascivo
Tomas-me o corpo. E que descanso me dás
Depois das lidas. Sonhei penhascos
Quando havia o jardim aqui ao lado.
Pensei subidas onde não havia rastros.
Extasiada, fodo contigo
Ao invés de ganir diante do Nada.
I
Porque há desejo em mim, é tudo cintilância.
Antes, o cotidiano era um pensar alturas
Buscando Aquele Outro decantado
Surdo à minha humana ladradura.
Visgo e suor, pois, nunca se faziam.
Hoje, de carne e osso, laborioso,lascivo
Tomas-me o corpo. E que descanso me dás
Depois das lidas. Sonhei penhascos
Quando havia o jardim aqui ao lado.
Pensei subidas onde não havia rastros.
Extasiada, fodo contigo
Ao invés de ganir diante do Nada.
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