segunda-feira, 23 de março de 2015
quinta-feira, 12 de março de 2015
terça-feira, 3 de março de 2015
Em comemoração ao Dia da Mulher!
Farei lá uma micro edição do SARAU LITERÁRIO ZONA SUL, lendo Hilda Hilst! A coordenação é de Laura Rangel, da RODA DE LEITURAS.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Oficina de Poesia!
Na oficina de Poesia Erótica, ministrada pela poeta Paula Taitelbaum nos meses de janeiro e fevereiro de 2015 (Studio Clio), fizemos, entre tantos outros, exercícios de criação de haicais. Alguns de minha autoria:
carne morena
nas coxas
açucena
boca de cena
no lábio das duas
amor de cinema
seio carmim
mornos poros
agridoce festim
mundo afora
goza a gueixa
sabor ameixa
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Barreto Poeta!
Do livro BICHO HOMEM (Gente de Palavra Microeditora, Porto Alegre, 2014):
Roleta de Poeta
Nos vãos
mais íntimos
onde as colinas
macias
do prazer
se encontram
em recôncavo e vértice,
é ali, perigosamente ali
que o Poeta se diverte.
Ex-pássaro
Cortou o espaço
como uma ave
ou um Boeing.
Depois,
espatifou-se no chão
como um merengue.
Louco,
alimentava sonhos
de voar.
Por um pouco
quase que flutuou no ar.
Por um pouco...
sábado, 24 de janeiro de 2015
Manoel de Barros
Em Poesias,
10.
Inocência animal exercida
Nessa tarde que abriga violetas
E éguas cobertas. Água esquiva.
Nitidez de sábado.
Chover nos braços de alguém!
E essa espera nunca interrompida
De ser levada, de ser arrastada
Com as mãos. Claros jardins!
Dia de ficar em casa
Dentro do corpo - como em seu estojo
Um instrumento.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Élvio Vargas
Iniciando o ano de 2015 com a poesia do alegretense Élvio Vargas (1951), que tem publicados O ALMANAQUE DAS ESTAÇÕES (1993), ÁGUA DO SONHO (2007) e ESTAÇÕES DE VIGÍLIA E SONHO - Poesia Reunida com Inéditos - (2012).
De autoria de Élvio, poema escrito ontem, dia 31/12/2014:
Tripulantes
cálices de nuvens
derramam no convés
luzes findas
do ano que prepara-se
para viajar.
Ao expiarmos pelas escotilhas
olhamos a mesa posta
a orquestra retocando
sua partitura inacabada.
Alva é a toalha da mesa
engomados estão os sonhos
rápida move-se a esperança
para burlar a escala dos tripulantes.
Os pesados remos do relógio
não alinham-se
e congelam a festa.
Quem estava vivo
esqueceu
os mortos seguiram
brindando.
Feliz, atônita e apaixonada
foge a menina
pela minúscula porta
quase inundada
pela água do crepúsculo...
Assinar:
Postagens (Atom)





