terça-feira, 19 de julho de 2011
HILDA HILST
Do livro Do Desejo, um dos poemas que lerei no sarau, amanhã:
Colada à tua boca a minha desordem.
O meu vasto querer.
O incompossível se fazendo ordem.
Colada à tua boca, mas descomedida
Árdua
Construtor de ilusões examino-te sôfrega
Como se fosses morrer colado à minha boca.
Como se fosse nascer
E tu fosses o dia magnânimo
Eu te sorvo extremada à luz do amanhecer.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Poetas no Castelinho
Vejam convite e flyer abaixo. Ideia da ativa e criativa poeta Sandra Santos. Faço parte da exposição, com muita honra! Obrigada, Sandra!
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Meus contos
Dois contos meus e comentário de Maria Helena Martins, escritora, doutora em Literatura Comparada e diretora do Celpcyro (Centro de Estudos de Literatura e Psicanálise Cyro Martins),estão no site www.celpcyro.org.br
Estes e mais seis contos meus, além de ensaios e poesia de vários autores, inclusive da própria Maria Helena, foram publicados em 2010, pela Território das Artes Editora, no livro "Arca Profana".
Deem uma passadinha lá no site; tem muita coisa boa por lá!
HOJE!!!
Angélica Rizzi e eu leremos Sylvia Plath, Cecília Meireles e Florbela Espanca, entre outras poetas. Convite abaixo:
terça-feira, 12 de julho de 2011
CECÍLIA MEIRELES, em "Viagem" (1939)
MOTIVO
Eu canto porque o instante existee a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou edifico,
se permaneço ou me desfaço, - não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.
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