terça-feira, 15 de março de 2011

segunda-feira, 14 de março de 2011

SARAU NOITE DA POESIA

Dia 15/03, na Casa de Cultura Mario Quintana (mezanino), 19 hs.
Lá estarei, lendo meus poemas, juntamente com outros poetas, a convite de Mario Pirata.

sexta-feira, 11 de março de 2011

CARNAVAL

Este poema é meu:

                                 Cristina Macedo
 
                               
Máscara nacarada
na cara da noite
cravada.
Insana mente
ser Colombina
de mil pierrôs
e mil arlequins
Colombina plena de purpurina!

Eis meu eu fora de mim.

quarta-feira, 9 de março de 2011

QUE PRAZER!

Amanhã, dia 10 de março, estarei, entre outras mulheres, recebendo o diploma de "Mulheres de Destaque 2011"! O evento será na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, iniciando com a abertura da exposição "Poetisas do Brasil", com curadoria do escritor Benedito Saldanha. Logo após haverá um sarau e a entrega dos diplomas.

Benedito Saldanha é responsável pelo "Sarau com Ritmo", atividade mensal que ele realiza incansavelmente em Porto Alegre. Agradeço a ele por ter lembrado de meu nome e à Sociedade Partenon Literário.

Estarei lá, com muito prazer!

sexta-feira, 4 de março de 2011

ANTONIO CICERO

Guardar

Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.
Por isso melhor se guarda o voo de um pássaro
Do que um pássaro sem voos.
Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.

quarta-feira, 2 de março de 2011

FERREIRA GULLAR, "Em alguma parte alguma".



DOIS POETAS NA PRAIA


É carnaval,
a terra treme:
um casal de poetas conversa
na praia do Leme!

Falam os dois de poesia
e dos banhistas
que nunca leram Drummond nem Mallarmé.
- E lerão meu poema?
pergunta ela.
- Alguém vai ler.
- Pois mesmo que não leia
não vou deixar de dizer
o que vejo na areia
que eles pisam sem ver.

E o poeta mais velho
sorri confortado:
a poesia está ali
renascida a seu lado.

terça-feira, 1 de março de 2011

ADÉLIA PRADO, no livro "A duração do dia".



ESPLENDORES

Toda compreensão é poesia,
clarão inaugural que névoa densa
faz parecer velados diamantes.
Em pequenos bocados,
como quem dá comida a criancinhas,
a beleza retém seu vórtice.
São águas de compaixão
e eu sobrevivo.