Poema de PAULO SEBEN, no livro "Poemas Podres".
Eu te flagrei me encarando.
Tu tava olhando pra mim.
Não vou sair deste bar.
Eu já tou louco por ti.
Tu não te faz de salame.
Ajoelhou, vai rezar.
Ficar mostrando aliança
não vai me assustar.
Vou dar um pau no teu noivo.
Vou jogar ele na rua.
Vou dar um soco na boca
e dar um beijo na tua.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
FEIRA DO LIVRO
Lançaremos o livro "ARCA PROFANA", da Território das Artes Editora, no dia 03/11, na 56ª Feira do Livro de Porto Alegre, pavilhão de autógrafos, às 20:30hs.
Estarei na excelente companhia de Liana Timm (org.), Dione Detânico, Élvio Vargas, Jacob Klintowitz, José Eduardo Degrazia, Lenira Fleck, Luiz Arthur Costa e Tania Mara Galli Fonseca.
Espero todos os meus amigos lá, brindando à literatura.
Estarei na excelente companhia de Liana Timm (org.), Dione Detânico, Élvio Vargas, Jacob Klintowitz, José Eduardo Degrazia, Lenira Fleck, Luiz Arthur Costa e Tania Mara Galli Fonseca.
Espero todos os meus amigos lá, brindando à literatura.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
LUIZ CORONEL
O poeta foi meu convidado no dia 16/10, para a 24ª edição do SARAU LITERÁRIO ZONA SUL, no PORTO POESIA.
Dele,
Em tua boca obscenamente linda
Em tua boca obscenamente linda
a língua é serpente, sob as pedras.
Teus lábios beijam as palavras
e quando amas teus dentes mordem como as feras.
Tua boca obscenamente linda
esvai Maria, alucina João.
Tua boca engole espadas, devora tâmaras,
sopra velas, no mar das camas,
delírio que se fez martírio
quando entreabertos lábios disseram: não.
domingo, 17 de outubro de 2010
Último dia do PORTO POESIA 4.
Atividades das 16 às 22h, no Centro Cultural Erico Verissimo.
Estarei lá, com a 25ª edição do SARAU LITERÁRIO ZONA SUL, no bar Monjolo, das 20 às 21hs.
Gilberto Wallace, Mario Pirata, Renato de Mattos Motta e eu estaremos mostrando um pouco de nossa produção poética.
Até lá!
Estarei lá, com a 25ª edição do SARAU LITERÁRIO ZONA SUL, no bar Monjolo, das 20 às 21hs.
Gilberto Wallace, Mario Pirata, Renato de Mattos Motta e eu estaremos mostrando um pouco de nossa produção poética.
Até lá!
sábado, 16 de outubro de 2010
SARAU LITERÁRIO ZONA SUL, no PORTO POESIA
Ontem, dia 15, aconteceu a 23ª edição do sarau, com os poetas Alcy Cheuiche e Élvio Vargas, e o músico Celso Campos, do grupo "Os Posteiros".
Um poema de Cheuiche:
O ANGICO
Recorrendo uma picada grande,
No tranquito bueno do tordilho,
Notei, atravessando o velho trilho,
O vulto dum angico secular
Com respeito olhei-o, sobranceiro,
Ultrapassar em porte o mato inteiro
Como num constante vigiar.
Na força da árvore frondosa
Enxerguei seus traços com clareza.
Igual altivez, igual firmeza,
A mesma impressão de segurança
Que desde os tempos de criança
Aprendi, dia a dia, a respeitar.
Meu peito vibrou ao contemplá-lo
E meus lábios pediram um sorriso,
Pois ali, nítido e preciso,
Estava o retrato do meu pai.
De Élvio Vargas:
SEM REPRISE
Quando eu me convoco
alista-se em mim este tempo trêmulo de noites
repassadas
eu não me repriso
sou sempre assim
este elevador sem sobrenome instalado nos prédios de
tua intimidade
sonho nu no rodapé da tua notícia
eu não me repriso
sou sempre assim
este desejo classificado no anúncio dos ventos
o tombadilho de teu último navio ancorado na maresia
do meu olhar
hoje
sou estas pegadas de louça na cristaleira frágil da tua
memória
pandorga cega debruçada nos esconderijos da lua
sou assim
viu!!!
Um poema de Cheuiche:
O ANGICO
Recorrendo uma picada grande,
No tranquito bueno do tordilho,
Notei, atravessando o velho trilho,
O vulto dum angico secular
Com respeito olhei-o, sobranceiro,
Ultrapassar em porte o mato inteiro
Como num constante vigiar.
Na força da árvore frondosa
Enxerguei seus traços com clareza.
Igual altivez, igual firmeza,
A mesma impressão de segurança
Que desde os tempos de criança
Aprendi, dia a dia, a respeitar.
Meu peito vibrou ao contemplá-lo
E meus lábios pediram um sorriso,
Pois ali, nítido e preciso,
Estava o retrato do meu pai.
De Élvio Vargas:
SEM REPRISE
Quando eu me convoco
alista-se em mim este tempo trêmulo de noites
repassadas
eu não me repriso
sou sempre assim
este elevador sem sobrenome instalado nos prédios de
tua intimidade
sonho nu no rodapé da tua notícia
eu não me repriso
sou sempre assim
este desejo classificado no anúncio dos ventos
o tombadilho de teu último navio ancorado na maresia
do meu olhar
hoje
sou estas pegadas de louça na cristaleira frágil da tua
memória
pandorga cega debruçada nos esconderijos da lua
sou assim
viu!!!
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
PAULO ROBERTO DO CARMO
O poeta é meu convidado de hoje no PORTO POESIA, no CEEE, às 19hs.
Um poema inédito de sua autoria:
CALAR
Uma vida que cala
outra que fala,
uma por recompensa
outra por punição.
E este espinho mais fundo
fincado no coração
quando respiro.
Um poema inédito de sua autoria:
CALAR
Uma vida que cala
outra que fala,
uma por recompensa
outra por punição.
E este espinho mais fundo
fincado no coração
quando respiro.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Hoje, o poeta será DILAN CAMARGO.
Vou recebê-lo às 19hs, no CEEE, para a 21ª edição do SARAU LITERÁRIO ZONA SUL, dentro do festival PORTO POESIA.
De Dilan, no livro Sopro nos Poros
Os olhos
Os olhos não tocam
provocam.
Os olhos nunca desbotam
teem a cor de cada olhar.
Quando
as águas do amor
em pororoca
no estuário das coxas
se chocam
os olhos
desembocam.
Enquanto
os corpos
se dão botes
os olhos
são holofotes.
Os olhos não tocam
apenas provocam.
De Dilan, no livro Sopro nos Poros
Os olhos
Os olhos não tocam
provocam.
Os olhos nunca desbotam
teem a cor de cada olhar.
Quando
as águas do amor
em pororoca
no estuário das coxas
se chocam
os olhos
desembocam.
Enquanto
os corpos
se dão botes
os olhos
são holofotes.
Os olhos não tocam
apenas provocam.
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