Será hoje, às 19hs, no Centro Cultural Erico Verissimo, Andradas 1223, meu sarau com SERGIO NAPP, e participação do músico Claudio Vera Cruz.
Autoria de Napp, este poema, que está no livro Das Travessias.
quando saíres de mim
leva os teus castelos
quando saíres de mim
deixa as tuas sombras
quando saíres de mim
leva tuas sedas
os santos barrocos
tuas redes
os emaranhados azuis
teus carretéis
quando saíres de mim
deixa-me
terça-feira, 12 de outubro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
Outro poema de ARMANDO FREITAS FILHO
Do livro Mademoiselle Furta-Cor
Eu avanço, te abocanho,
a cama range, o corpo ruge
vermelho!
vivo num relance as nuances
de um arco-íris de tafetá
ferido no espaço do instante
de seu veloz delírio:
e caço o seu rosto em cada cor
em cada gama
a cada gomo que esmago e engulo
eu te provo, e bebo
as gotas do seu gosto
e mastigo o teu sabor
calcando sob mim
o gesto escancarado
do seu sangue sem som,
mas que, entretanto, em entretons
grita.
Eu avanço, te abocanho,
a cama range, o corpo ruge
vermelho!
vivo num relance as nuances
de um arco-íris de tafetá
ferido no espaço do instante
de seu veloz delírio:
e caço o seu rosto em cada cor
em cada gama
a cada gomo que esmago e engulo
eu te provo, e bebo
as gotas do seu gosto
e mastigo o teu sabor
calcando sob mim
o gesto escancarado
do seu sangue sem som,
mas que, entretanto, em entretons
grita.
sábado, 9 de outubro de 2010
ARMANDO FREITAS FILHO
Do livro Mademoiselle Furta-Cor
No seu corpo, amor, vestido de cetim,
tão sentido como este desejo,
segunda pele que desliza sobre sua nudez,
assim, em carne viva,
à beira do sangue e do colapso
eu me debruço,
álacre, mas minha fome
nem sequer alcança ou arranha
o escudo de esmalte
da sua beleza, não atravessa
seu corpo de cromo
o lacre
escarlate do sexo, o nicho
de verniz e veludo roxo
onde o beijo
da minha boca sonha aninhar-se.
No seu corpo, amor, vestido de cetim,
tão sentido como este desejo,
segunda pele que desliza sobre sua nudez,
assim, em carne viva,
à beira do sangue e do colapso
eu me debruço,
álacre, mas minha fome
nem sequer alcança ou arranha
o escudo de esmalte
da sua beleza, não atravessa
seu corpo de cromo
o lacre
escarlate do sexo, o nicho
de verniz e veludo roxo
onde o beijo
da minha boca sonha aninhar-se.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
www.celpcyro.org.br
Este é o site do Centro de Estudos de Literatura e Psicanálise Cyro Martins, dirigido por Maria Helena Martins. O Celpcyro está cheio de atrações para o mês de outubro. Não deixem de conferir!
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
De DILAN CAMARGO, no livro "A fala de Adão".
Meu convidado para o dia 13/10, no Porto Poesia 4, o poeta Dilan Camargo escreveu:
Mas Me Ame
Sugue meu sangue
deixe que se derrame
mas me ame.
Largue seus marimbondos
mande o enxame
mas me ame.
Peça qualque prova
caminho no arame
mas me ame.
Me aplique golpes marciais
me derrube no tatame
mas me ame.
Exija mais desempenho
teu corpo no meu, reclame
mas me ame.
Desarrume os livros na estante
os meus discos esparrame
mas me ame.
Leia poesia ruim
recite, declame
mas me ame.
Beba meu vinho
esvazie o vasilhame
mas me ame.
Atice os seus cachorros
faça eu passar vexame
mas me ame.
Mas Me Ame
Sugue meu sangue
deixe que se derrame
mas me ame.Largue seus marimbondos
mande o enxame
mas me ame.
Peça qualque prova
caminho no arame
mas me ame.
Me aplique golpes marciais
me derrube no tatame
mas me ame.
Exija mais desempenho
teu corpo no meu, reclame
mas me ame.
Desarrume os livros na estante
os meus discos esparrame
mas me ame.
Leia poesia ruim
recite, declame
mas me ame.
Beba meu vinho
esvazie o vasilhame
mas me ame.
Atice os seus cachorros
faça eu passar vexame
mas me ame.
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